Campanha do Burger King pelo respeito LGBTQIA+ gera polêmica e Deputado questiona o uso de crianças em peça publicitária


O deputado federal Júlio César Ribeiro (Republicanos-DF) solicitou ao Ministério Público Federal (MPF) abertura de investigação sobre uma campanha da empresa Burger King com foco no respeito à comunidade LGBTQIA+. O parlamentar questiona o uso de crianças na peça publicitária.


Junho é o mês do Orgulho LGBT. A peça publicitária apresenta crianças comentando sobre o tema. Para Júlio César Ribeiro, a campanha não deveria ter usado menores. “A criança não tem discernimento de fato ela está falando, sentindo e se expressando”, afirmou. “Até que ponto vale a exposição de uma criança?”, questionou.


Segundo o deputado, o assunto precisa ser debatido pelos pais e pela família e não pela mídia. Do ponto de vista do parlamentar, há um claro tom de apelação para promover um movimento.


Por isso, pedimos que o Ministério Público investigue e caso sejam constatadas irregularidades, que a rede responda pelos atos praticados”, afirmou Júlio César Ribeiro em nota pública. O parlamentar publicou uma série de críticas nas redes sociais. “Envolver inocentes em assuntos como este é de tamanha irresponsabilidade”, disse.


Burguer King afirma que acredita no respeito como princípio básico e não tolera preconceito


Em nota, o Burger King afirmou que ainda não recebeu nenhuma notificação oficial do MPF. Segundo a declaração oficial, o Burguer King acredita no respeito como princípio básico e não tolera preconceito. Sobre a campanha, a empresa afiançou que a produção contou com curadoria de especialistas.



Leia a nota completa do Burguer King:


No BK, acreditamos no respeito como princípio básico de todas as relações humanas e não toleramos o preconceito. Aqui, todas as pessoas são bem-vindas.


O desenvolvimento da campanha ‘Como Explicar’, voltada e pensada especificamente para o público adulto, contou com a curadoria de especialistas em psicologia para garantir o uso de uma linguagem adequada, bem como uma consultoria de diversidade e das ONGs Mães pela Diversidade e APOLGBT. O Burger King reforça seu compromisso de contribuir na construção de uma sociedade cada vez mais plural e com o respeito como princípio básico.


Recentemente, a cantora gospel Isadora Pompeo também se envolveu à respeito da campanha do Burger King, ela fez uma publicação em suas redes sociais em que criticava a propaganda. Internautas apontaram que ela estaria sendo homofóbica. 


Criança não tem que ser gay, lésbica, trans etc. Criança não tem a ver com sexualidade. Criança tem que brincar! Correr e se sujar! Parem de sexualizar nossas crianças”, finalizou a cantora gospel, que recebeu uma resposta da funkeira. “O vídeo fala sobre respeito, sem sexualizar e nem induzir criança nenhuma a alguma sexualidade, até porque não existe isso de ensinar alguém a ser hétero, gay, bi ou lésbica, mas ensinar a respeitar, isso SIM podemos e devemos fazer”, afirmou a cantora gospel.


MC Rebecca aproveitou para rebater o posicionamento de Isadora Pompeo.


Porque ensinar a respeitar incomoda tanto? As crianças no vídeo tem pais que fazem parte da comunidade LGBTQIA+, assim como minha filha Morena também tem duas mães e ela sempre soube disso e nem por isso deixou de ser criança e sempre recebeu amor, carinho, educação e sempre aprendeu a respeitar a todos. Devemos sim conversar com nossos filhos e educar sobre a diversidade pra se tornarem pessoas menos intolerantes e mais respeitosas. Amados, amemos uns aos outros, pois o amor procede de Deus”, escreveu MC Rebecca.


 MC Rebecca afirmou ainda que o Brasil é o país que mais mata LGBTQIA+. “Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor. A bíblia mesmo fala sobre respeitar o próximo mas pelo visto nem você segue, pois você fala destilando ódio em um mês tão importante que é o mês do orgulho. Estamos vivendo um momento de caos no Brasil, o país onde mais mata LGBTQIA+, vejo um monte de gente independente de religião dizer pra ter EMPATIA, RESPEITO, SORORIDADE, PEDE PRA NÃO CANCELAREM NINGUÉM, mas isso fica somente em palavras né? Na prática, apertou o 17 com vontade e a gente recebe intolerância, desrespeito e mais propagação de ódio”, concluiu.


 


Foto e Vídeo: Reprodução/Internet

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